Troféu do 45º Circuito Internacional de Vila Real

Esta semana fomos saber de onde veio a inspiração para a criação do Troféu do 45º Circuito Internacional de Vila Real.

Um troféu que acima de tudo pretende ser uma representação da região e de Vila Real.

troféu oficial do 45º Circuito Internacional de Vila Real

Quando souberam do concurso para a criação do troféu do 45º Circuito Internacional de Vila Real decidiram logo participar?
Sei que a paixão pelo Douro e pelo automobilismo é comum aos elementos deste projeto, foi também por isso que esta
proposta se revelou merecedora de ganhar o concurso?

– De facto, nós sendo um grupo de jovens todos eles associados ao campo artístico (arquitectos, designers) apaixonados pela região Duriense e pelo Circuito Internacional de Vila real, não seria de nós não participar num concurso para o 1º troféu que comemora a estreia de uma prova do Campeonato do Mundo nesta ilustre cidade.

Estavam a espera de ganhar ou foi uma surpresa?
– Como não poderia deixar de ser, quando se concorre num concurso tem de ser para vencer. Infelizmente, ainda não sei por
que razão, não tivemos oportunidade de ver as outras propostas, sabemos que a nossa peça tinha muito potencial, mas “nós” não tivemos método de comparação.
De onde veio a inspiração para a criação do troféu?
– O conceito da proposta apresentada assenta fundamentalmente na utilização de um material sustentável. Por sua vez, aquando da discussão de ideias, foi unânime a opção de criar uma peça que representasse, quer pela sua forma, quer pelos materiais a utilizar, o concelho de Vila Real e a região Duriense. Surge então o material com o qual se está a trabalhar esta peça e que tão bem tem caraterizado a nossa cidade Vila Real – Barro Preto de Bisalhães.
A escolha deste material no desenvolvimento da proposta, procurou renascer o tema do Barro de Bisalhães colocando-o novamente como uma das bandeiras da cidade, suportado pela dimensão mediática do evento que se avizinha.

A concretização de uma peça com uma carga simbólica tão forte, obrigava a que os pilares técnicos fossem bem alicerçados garantindo uma produção rigorosa das mesmas. Por conseguinte, estabeleceu-se uma parceria com o Oleiro “da casa” Jorge Ramalho que, de forma aberta, disponibilizou a sua arte e a sua técnica na concretização exclusiva deste projeto. Do mesmo modo, e para complementar a execução da peça que se pretende ser um ícone do 45º Circuito Internacional de Vila Real, contactou-se o artesão do Estanho de Vila Seca de Poiares, Acácio Carvalhais, a tornar-se também ele parte integrante deste projeto.

As tradicionais peças pelo qual é conhecido o barro preto, e as quais os Vila Realenses e turistas estão habituados a ver na histórica feira dos pocarinhos, que acontece em frente à Capela Nova, são rigorosas obras de arte, formalmente rudes que ocupam uma função mais vocacionada para a decoração, ao invés de terem uma utilização mais concreta. Esta proposta não pretende quebrar com os princípios básicos que tão bem definem e caracterizam a olaria do Barro preto de Bisalhães, mas sim reinterpretar as suas linhas adaptando-as à contemporaneidade de formas mais orgânicas recorrendo a traçados mais subtis, que vão beber às formas dóceis a que o Douro nos educa.

A que se deve o nome Barrum?
– Barro + Onomatopeia (recurso expressivo que consiste na imitação de sons da realidade, neste caso são os sons dos automóveis de competição)
O Barro Preto de Bisalhães, foi recentemente candidato a património imaterial da UNESCO, acham que esta exposição mediática, fará aumentar o seu interesse?
Foi interessante o Barro Preto de Bisalhães ter surgido nas redes sociais como candidato a património imaterial da UNESCO após a entrega da nossa proposta. Inevitavelmente que este mediatismo em redor deste material fará aumentar o seu interesse.
O piloto nortenho Tiago Monteiro já teve oportunidade de ver umas imagens e disse que era muito bom o troféu ser uma peça com este carácter mais artesanal que transmite a história do local, e que os pilotos gostam
disso.

Existe algum piloto que gostariam especialmente que recebesse-se o troféu?

– Obviamente como Português gostaríamos muito que o nosso #18 Tiago Monteiro recebesse um troféu. Nas restantes provar é evidente que torcemos pelos pilotos da “terra”, mas nunca esquecendo o piloto de Penafiel Joaquim Jorge do Campeonato Nacional de Velocidade.

 

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